Na tentativa de conter a propagação do coronavírus (Covid-19) nas diversas cidades brasileiras, o poder público tem tomado algumas medidas nessas últimas semanas, que afetam diretamente o comércio em todo o País. E para minimizar o impacto que essas deliberações podem causar para a economia, os governos federal e estaduais, bem como as instituições financeiras têm adotado um pacote de ações, voltados principalmente para as pequenas e médias empresas (PMEs) e manutenção da renda e emprego.

Veja alguns exemplos, a seguir:

SHOPPINGS E ACADEMIAS

A pandemia de coronavírus que atingiu o Brasil tem levado o governo e a prefeitura de São Paulo a tomarem uma série de medidas para impedir aglomeração de pessoas nos espaços públicos. Ontem (18),o  governador do estado João Doria anunciou fechamento de todos os shoppings centers e academias da capital paulista e da região metropolitana de São Paulo para deter a propagação vírus.

Os shoppings centers têm até a próxima segunda-feira (23) para fechar as portas e este fechamento deve durar até  o dia 30 de abril. Porém, esta medida não se aplica para esse tipo de estabelecimento do interior e do litoral, apenas da Grande São Paulo.

Já as academias do estado devem parar até o próximo domingo (22).

 

FECHAMENTO DO COMÉRCIO NO ESTADO DE SP

A partir de amanhã (20),  em São Paulo, apenas as padarias, farmácias, restaurantes, supermercados, postos de gasolina, lojas de conveniência e de produtos para animais e feiras livres, terão autorização de funcionamento até 5 de abril.

O prefeito da cidade, Bruno Covas, assinou o decreto para o fechamento do comércio da capital paulista, ontem (18).

Esta restrição é apenas para o atendimento presencial  do comércio. Os empreendedores podem continuar vendendo seus produtos e/ou serviços através de lojas virtuais, telefone ou aplicativos.

Ou seja, os estabelecimentos podem continuar fazendo entregas de delivery e a gestão das empresas.

Para os empreendimentos de alimentação, como bares, restaurantes e lanchonetes algumas regras devem ser obedecidas como: manter a distância mínima de um metro entre as mesas, além de intensificar as ações de limpeza e disponibilizar álcool gel aos clientes e informações sobre a covid-19 nos estabelecimentos.

 

CAIXA REDUZ JUROS E AUTORIZA PAUSA NO PAGAMENTO DE DÍVIDAS

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (19) novas medidas para o combate ao coronavírus e de apoio às empresas e pessoas físicas. Entre as medidas, estão a redução dos juros e a suspensão, por 60 dias, no pagamento de empréstimos (principal e juros).

A instituição também informou que o Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou os juros básicos da economia para 3,75% ao ano, vai reduzir as taxas de juros de linhas de crédito.

A partir de desta quinta-feira (19), as operações terão taxas a partir de 0,57% a.m.

Confira as principais medidas do banco:

  • A Caixa dará apoio às micro e pequenas empresas, com redução de juros de até 45% nas linhas de capital de giro, com taxas a partir de 0,57% a.m.;
  • Disponibilização de carência de até 60 dias nas operações parceladas de capital de giro e renegociação;
  • Disponibilização de linhas de crédito especiais, com até seis meses de carência, para empresas que atuam nos setores de comércio e prestação de serviços, mais afetadas pelo momento atual;
  • Linhas de aquisição de máquinas e equipamentos, com taxas reduzidas e até 60 meses para pagamento;
  • Empresas poderão solicitar pausa estendida de até duas prestações em seus contratos habitacionais.

Para saber mais, acesse o site da Caixa.

 

AUXÍLIO MENSAL PARA AUTÔNOMOS

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou na última quarta-feira (18), um auxílio mensal de R$ 200 a profissionais autônomos durante a crise do coronavírus. Esta medida busca garantir uma renda àqueles trabalhadores que não têm salários fixos e que também não contribuem para a previdência.

A ideia é sejam revertidos R$ 15 bilhões para essas pessoas nos próximos três meses. O Ministério da Economia ainda está definindo as regras para seleção do público beneficiado. Essa medida irá beneficiar de 15 a 20 milhões de pessoas.

 

Por: William Albuquerque 

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